Todos vocês que acompanham o blog sabem muito bem que tenho analisado esse massacre da escola de Realengo sem nenhuma demagogia, sem exploração política, basta verem o que postei. Cheguei até a registrar a solidariedade prestada às famílias por alguns dos meus desafetos políticos. Mas me perdoem aqueles poucos que cultuam Sérgio Cabral, que hão de ter os seus motivos. Sei qual é a hora de fazer política, mas como pai de família, como cidadão do Rio de Janeiro tenho direito a externar a minha indignação. É inconcebível a postura de Cabral diante desse massacre. As imagens acima dizem mais que mil palavras. O governador, na hora do maior ato de violência, do mais tenebroso massacre da história do nosso país, se esconde, ignora o sofrimento das pessoas. Limitou-se a dar uma coletiva na escola, com a maior arrogância (as fotos são inquestionáveis), foi pra casa descansar e nem uma palavra de conforto às famílias. Será que Cabral, no “bem-bom” da sua mansão milionária de Mangaratiba, vai conseguir passar o fim-de-semana no lazer, se divertindo com amigos e familiares, como se nada tivesse acontecido, ele que é o governador do Estado? A sequência acima mostra bem a postura insensível de Cabral, olhando de cima pra baixo as pessoas, na escola de Realengo, enquanto a rainha Elizabeth, do alto de sua realeza, se abaixa para prestar a sua homenagem, na porta da escola onde aconteceu um massacre de crianças, na Escócia; e o ex-presidente George W. Bush conforta parente de vítima de massacre em escola na Virginia, durante velório coletivo em ginásio. |
domingo, 10 de abril de 2011
A arrogância e a insensibilidade de Sérgio Cabral
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